12/06/2007

Grávida no coração

Descobri numa biblioteca escolar este livrinho cheio de pó, com uma história fantástica...
Tenho mesmo que dividi-la com vocês...«- Mãe, gostas de mim?
- Gosto de ti até ao céu, meu filho.
- Mãe, se tivesse estado na tua barriga, gostavas mais de mim?
- Não, meu filho, porque haveria de gostar? Tu estiveste dentro de mim, no meu pensamento e no meu coração. O meu desejo de te ter, de te pegar, de ver o teu rosto era tão grande como a barriga de grávida.

- Mãe, então tu dizes que gostas tanto de mim, teu filho adoptivo, como do meu irmão, que é teu filho biológico!

- Claro que sim. Quando estava á espera do teu irmão sentia-me muito feliz, porque ia ter um filho; não porque a minha barriga estava a crescer.

- Há muitas maneiras de ter filhos: na barriga no coração...

– Mãe, grávida no coração? O coração não tem filhos!

- Tem filhos sim, e foi lá que tu nasceste, é lá que estás a crescer e é onde vais ficar. Para qualquer lado aonde vá, levo-te sempre no meu coração.

- Ah! Então é mais importante o coração de uma Mãe do que a barriga!

- Claro, meu filho. Mãe é aquela que chora quando estás doente, que te pega ao colo mesmo quando lhe doem as costas e que te da um beijo de boa-noite. Mãe é aquela que te ama, a que está aqui e no fim do mundo, se precisares. O pai não engravida, no entanto ama os filhos desde o primeiro momento, e para sempre.

– Pai, mas eu não sou parecido contigo!

– És parecido comigo, sim! Tens o meu nome e és um bocadinho daquilo que eu sou, daquilo que eu gosto, daquilo em que eu acredito e que respeito. Até falas como eu!

– Pai, e os genes?

– Se um dia quiseres ser músico, atleta ou escultor, cantaremos juntos, faremos corridas na praia com os teus irmãos e até encheremos a casa com barro.Tu não precisas saber quais os teus genes.Precisamos é de estar juntos para os descobrir.

- Mãe, e a minha história?A tua história és tu quem a vai fazer. A tua história somos nós, tu, eu e o teu pai, os teus irmãos, avós, primos, tios, todos os que estão aqui ao teu lado, orgulhosos, a ver-te a crescer lindo e feliz.

- Mãe, porque me adoptaste?

- Porque queria ser mãe!

- Então és tu a minha verdadeira mãe! »

(Grávida no Coração; Paula Pinto da Silva; Editora Campo das Letras; Colecção Palmo e Meio)

10/06/2007

Prémio!


Esta amiga ofereceu-me este prémio.
Sinto-me muito lisonjeada...
Este blog foi criado também para ela e ela sabe porquê...
OBRIGADO amiga...

Vou agora nomear dois blogs:
És a nossa vida
Porquê?...
Bom porque adoro o que escrevem, por serem minhas «cumplices» e porque estão sempre entre as primeiras visitas que faço diáriamente.

Em relação a mim... Tenho que desabafar mas não será hoje...
Imaginem que estão numa óptima fase da vossa vida, estão felizes e não podem ver a vossa mãe porque está longe e porque o vosso pai não a deixa visitar-vos...

Obrigado por estarem aí...

30/05/2007

Socorro!


Vim deixar um beijinho do tamanho do MUNDO!
Tenho andado muito cansada, mas acho que já me queixei disso...

Nunca mais acaba a escola!
Que tortura...
Depois é a feira do Agrupamento, depois é o Dia da Criança (actividades diferentes), depois são as Fichas de Avaliação, depois são as reuniões, depois é...

14/05/2007

Não quero ir...

Passei para deixar beijinhos a todos e para dizer que tenho andao por aqui, sempre a «cuscar» os vossos cantinhos...lol
Esta semana vou ter duas reuniões (hoje e sexta) que começam às 19h. São por causa das Provas de Aferição que se vão realizar na próxima semana: terça e quinta de manhã.
Estou danada porque fui convocada para aplicar essas provas, vou ter duas reuniões, vou trabalhar (além do meu horário que é de tarde) mais duas manhãs e...

NÃO VOU RECEBER MAIS POR ISSO!

E mesmo que fosse receber, preferia não ir!

Para o Blog: VIDAS ENVOLVIDAS:
;))

11/05/2007

Criar laços

Foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu o principezinho com delicadeza. Mas ao voltar-se não viu ninguém.
- Estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira…
- Quem és tu? Disse o principezinho. És bem bonita…
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Anda brincar comigo, propôs-lhe o principezinho. Estou tão triste…
- Não posso brincar contigo, disse a raposa. Ainda ninguém me cativou.
- Ah! Perdão, disse o principezinho. Mas depois de ter reflectido, acrescentou:
- Que significa “cativar”?
- Tu não deves ser daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que significa “cativar”?
- Os homens, disse a raposa, têm espingardas e caçam. É uma maçada! Também criam galinhas. É o único interesse que lhes acho. Andas à procura de galinhas?
- Não, disse o principezinho. Ando à procura de amigos. Que significa “cativar”?
- É uma coisa de que toda a gente se esqueceu, disse a raposa. Significa “criar laços”…
- Criar laços?
- Isso mesmo, disse a raposa. Para mim não passas, por enquanto, de um rapazinho em tudo igual a cem rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu não precisas de mim. Para ti não passo de uma raposa. Mas, se me cativares, precisaremos um do outro. Serás para mim único no mundo. Serei única no mundo para ti… e será como se o sol iluminasse a minha vida. Por isso, quando me tiveres cativado vai ser maravilhoso!


E tu, não há dúvidas…
CATIVASTE-ME!!
Nota - Hoje foi um dia para a lamechice, lol

In «O principezinho»

02/05/2007

Mais novidades escolares

Lembram-se daquelas figuras para pôr as legendas no Estudo do Meio?
Pois imaginem que estão a corrigir uma do Aparelho Digestivo e que no lugar de intestino aparece:
«tripas finas» e «tripas grossas»!

Assunto: Pontuação
Pergunta: Como se chama este ponto? (!)
Resposta: «Ponto parágrafo»

Dahhhhhh!

Nota - Amigos, tenho andado muito preguiçosa ultimamente... Ando cansada e parece que o ano escolar nunca mais acaba...
Continuo a visitar os vossos cantinhos, mas não tenho comentado. Na escola raramente há internet e quando há é tão lenta que prefiro ler tudo sem comentar senão tinha que lá dormir!
Em casa a minha criança não me tem deixado muito tempo nem para descansar...
Beijinhos a todos e ...
Eu estou deste lado embora não apareça muitas vezes!

26/04/2007

Há cada um!

Amigos peço desculpa pela ausência mas tenho-vos visitado sempre, apesar de não comentar... Nem poderia ser de outra maneira, lol ;)... Estou «agarradinha» aos blogs, acho até que tenho ir fazer uma desintoxicação

Se alguém conhecer este número diga por favor: «quadragésimo trigésimo»

Vejam esta maneira de «levar à água ao seu moinho»:
Problema de 4º ano:

«Um campo de forma quadrada tem de lado 175m. o Manuel deu 5 voltas ao campo a correr. Quantos quilómetros correu?»
Solução acertada: 175mx4 ladosx5voltas=3500m que é o mesmo que 3,5Km.
Solução do aluno: 175m:5voltas=35m
Perguntei-lhe:Achas que se ele estiver a correr à volta do campo a distância vai diminuir de 175 metros para 35 metros?
Resposta: Sim se estiver a CORRER DE COSTAS!

18/04/2007

É demais!


Esta tive que vos vir contar...
Ontem estive a dar apoio a 4 meninos do 4ºano. Dei-lhes uma FICHA de matemática.
Um deles deu uma cotovelada nas costas da cadeira e ficou aflito.
Perguntei-lhe:
«Apanhaste um choque?»
«Sim, bati aqui atrás...» - disse ele.
Perguntou-me outro:
«Como é que se apanha um choque?»
Eu (que sei que se metem em todas as conversas para não trabalharem), virei-me para ele e a rir e disse:
«Pões o dedo numa FICHA»
Vocês acreditam que ele pôs o dedo na FICHA de Matemática?!!
E a estupidez é que ficou à espera de apanhar um choque!
De repente uma das outras almas iluminadas começou-se a rir e disse:
«Não é aí parvo é na POMADA!»
Sim, sim, disse pomada em vez de TOMADA!
Nunca mais digo a ninguém para pôr o dedo numa ficha, imaginem que ele ia, apanhava um choque e ainda ia dizer que fui eu que lhe disse para o fazer!!!
Estes miúdos de hoje estão mesmo «tapados»...

16/04/2007

Atalhos na linguagem!

Mas porque é que os homens gostam de conduzir por atalhos?
«Quem vai por atalhos mete-se em trabalhos»
Mesmo que seja mais perto acontece sempre alguma coisa que faz com que demoremos o mesmo tempo...
Aconteceu isso ontem... estava montes de calor. E saímos da auto-estrada para conhecermos um caminho novo...
Caminho mal alcatroado, infindável que foi dar a uma fila enorme de carros porque... havia feira!
Pus a mão na testa, «bufei», olhei para a minha janela e vejo um lago. Junto ao lago vejo muitas malvas (fazem um chá muito docinho), e digo:
«Bom, já tenho água, já tenho malvas, acho que dá tempo para ir ali lavar o c#!!»
Desatei-me a rir mesmo antes de acabar a frase, chorei a rir, é claro que o calor não me estava a fazer bem!
Ainda ouço o B. a dizer à nossa cria (que não ouviu o que eu disse mas que estava a perguntar o que é que eu tinha):
«A tua mãe cada vez está pior!!»

11/04/2007

O menino que tinha dois olhos

Há um texto que gosto muito. Foi contado numa Acção de Formação para professores (em acetatos). Sei que gastei um balúrdio em fotocópias e não se aproveitaram os desenhos para grande pena minha.
Costumo contar esta história aos meus alunos e eles adoram.
Espero que gostem.

«Entre ontem à noite e esta manhã existiu um planeta que era muito parecido com a Terra.
Os seus habitantes distinguiam-se dos terrestres por terem somente um olho.
Era, na verdade, um olho maravilhoso com o qual se podia ver no escuro, e a muitos quilómetros de distância, e através das paredes...
Com aquele olho podiam ver-se os astros como através de um telescópio...
Todavia naquele planeta, as mães tinham os filhos tal como as mães da Terra têm os seus.
Um dia, nasceu um menino com um defeito físico muito estranho: tinha dois olhos.
Os pais ficaram muito tristes.
Não tardou muito a ficarem contentes; afinal era um menino muito alegre..., além disso, parecia-lhes bonito...
Estavam cada vez mais contentes com ele e tratavam-no muito bem.
Levaram-no a muitos médicos...mas o seu caso era incurável. Os médicos não sabiam que fazer.
O menino foi crescendo e os seus problemas eram cada vez maiores: à noite tinha necessidade de luz para não tropeçar na escuridão...
Pouco a pouco, o menino que tinha dois olhos ia-se atrasando nos estudos; os professores dedicavam-lhe uma atenção muito especial...
Precisava de atenção constantemente.
Aquele menino pensava já que não is prestar para nada quando fosse maior...
Até que um dia descobriu que via qualquer coisa que os outros não podiam ver... Então, foi contar aos pais como ele próprio via as coisas... Os pais ficaram maravilhados...
Na escola, as suas histórias encantavam os companheiros. Todos queriam ouvir o que ele dizia sobre as cores das coisas. Era emocionante escutar o menino dos dois olhos.
E, passado algum tempo, era já tão famoso que ninguém se importava com o seu defeito físico. Ele próprio chegou a não se importar também com isso. Porque, mesmo que houvesse muitas coisas que não podia fazer, não era, de maneira nenhuma, uma pessoa inútil. Chegou a ser um dos habitantes mais admirados de todo o seu planeta.
E quando nasceu o seu primeiro filho, toda a gente reconheceu que era muito bonito. Além disso, era como as outras crianças: só tinha um olho.»

O menino que tinha dois olhos
Os direitos da criança
J. L. Garcia Sanchez;
M. A. Pacheco; pp. 33
Edições Despertar; 1979